Dia: 22/05/2026

Varanda, terraço, porão – o que verificar?

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Se o vendedor alegar que o porão pertence ao imóvel, vale a pena visitá-lo primeiro. O que você deve verificar no porão antes de comprar um apartamento de revenda? É uma boa ideia abri-lo – às vezes, os proprietários não têm as chaves ou acesso ao depósito e escondem esse fato até a assinatura do contrato. Se o porão for importante para você porque servirá como espaço para guardar uma bicicleta cara ou uma oficina, vale a pena avaliar sua adequação sob essa perspectiva. Como alternativa, você também pode verificar as condições das paredes do edifício a partir do subsolo. O que mais você deve verificar antes de comprar um apartamento usado?

É essencial acessar o terraço e a varanda. Do ponto de vista técnico, verifique o estado dos azulejos e grades, bem como o estado das portas da varanda. Além disso, também é importante garantir que o corrimão não esteja muito baixo (por exemplo, para crianças ou animais de estimação), que crie uma impressão de estabilidade e que a varanda ofereça uma sensação de conforto. Às vezes, um terraço espaçoso pode ser fechado com uma cerca ou dividido com trepadeiras. Outras vezes, não há como instalar tais adições, e os moradores sempre se sentirão desconfortáveis em uma varanda exposta à vista externa. Se a varanda estiver localizada em andares inferiores, você também pode avaliar sua acessibilidade do lado de fora – do nível da rua. Primeiro, é acessível? Segundo, quanto do que está acontecendo na varanda pode ser visto do nível da rua.

 

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A anatomia de uma decisão: O que realmente acontece quando você escolhe entre o CDB e a Poupança

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Você já parou para pensar que o seu banco ganha dinheiro justamente com a sua inércia? Toda vez que você deixa o seu excedente financeiro na caderneta de poupança, está, na prática, emprestando dinheiro para a instituição financeira a um custo baixíssimo, para que ela o empreste a terceiros com taxas muito mais elevadas. A decisão de migrar para um CDB (Certificado de Depósito Bancário) não é apenas uma troca de “caixinha” no aplicativo do banco; é o primeiro passo real para sair da posição de poupador passivo e se tornar um investidor estratégico. A psicologia por trás da manutenção da poupança é compreensível. Ela oferece uma sensação de liquidez imediata e uma simplicidade que remete à infância. No entanto, quando analisamos a anatomia dessa escolha sob a lente da matemática financeira, a segurança percebida revela-se um custo de oportunidade alto. Para entender a disparidade, precisamos olhar para o CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

Enquanto a poupança rende uma taxa fixa de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR) — ou 70% da Selic quando esta está abaixo de 8,5% —, um CDB de liquidez diária comumente oferece 100% do CDI. Em um cenário onde a taxa Selic orbita os dois dígitos, a diferença de rentabilidade bruta é gritante. Vamos a um cenário prático: imagine que você tenha R$ 10.000,00 parados. Na poupança, com a Selic atual, seu rendimento anual ficaria na casa dos 6% a 7% mais a TR (que costuma ser pífia). Em 12 meses, você teria algo em torno de R$ 10.650,00. Em um CDB que paga 100% do CDI, mesmo com a mordida do Imposto de Renda (que para um ano é de 17,5% sobre o lucro), o valor final líquido superaria facilmente os R$ 10.850,00. Pode parecer pouco à primeira vista — duzentos reais de diferença. Mas o perigo mora na escala e no tempo. Se falarmos de R$ 100.000,00 ou de um horizonte de dez anos, a poupança deixa de ser um porto seguro e passa a ser um ralo de patrimônio, especialmente quando descontamos a inflação. Investir em algo que mal empata com o aumento do custo de vida é, tecnicamente, ver o seu poder de compra estagnar enquanto o mundo encarece. Muitos hesitam por medo do risco. “E se o banco quebrar?”.

Aqui entra a peça-chave da segurança: o FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Tanto a poupança quanto o CDB possuem exatamente a mesma proteção para valores de até R$ 250 mil por CPF e por instituição. Ou seja, o risco de crédito é idêntico. A única diferença real é a tributação. O CDB segue a tabela regressiva de IR: quanto mais tempo o dinheiro fica investido, menos imposto você paga (caindo de 22,5% para 15% após dois anos). Outro ponto que confunde o iniciante é o IOF. Se você resgatar o dinheiro de um CDB antes de 30 dias, o governo leva uma fatia do rendimento. Na poupança, se você resgatar no dia 29, não ganha nada, pois ela só rende no “aniversário”. No CDB, o rendimento é diário. Mesmo com IOF e IR, após 15 dias, o CDB já costuma ser mais vantajoso que a poupança zerada. A transição entre esses dois ativos exige menos esforço técnico e mais mudança de mentalidade. É preciso entender que a liquidez diária — a capacidade de ter o dinheiro na conta no mesmo dia — não é exclusividade da poupança. Hoje, os grandes bancos e as plataformas de investimento oferecem CDBs com resgate imediato que batem a poupança em qualquer simulação séria. Escolher o CDB em vez da poupança é um exercício de racionalidade sobre o conforto. É admitir que o seu dinheiro merece trabalhar tanto quanto você. Quando você automatiza essa percepção, o caminho para outros ativos, como o Tesouro Direto ou até a diversificação em criptoativos, torna-se uma evolução natural e não um salto no escuro.

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